quarta-feira, 24 de setembro de 2008

O comércio


O comércio baseia-se na troca de produtos. Podemos observá-lo desde a chegada dos portugueses no território Brasileiro com a prática do escambo. Na região norte o nível de exportação e importação encontra-se equilibrado. O estado que possui o maior índice de importação é o Amazonas, e o que possui o maior índice de exportação é Pará. Quando se examina a balança comercial da região Norte, verifica-se que esta tem sido deficitária desde 1994, atingindo cifras que já chegaram a 2,3 bilhões de dólares. Os Estados do Pará, Amapá, Maranhão, Rondônia e Mato Grosso apresentam saldo positivo na balança comercial, ao contrário dos Estados de Amazonas, Acre, Rondônia, Roraima e Tocantins. Isso não quer dizer que estes Estados com saldos negativos são inviáveis, pelo contrário, o maior fluxo do seu comércio é interno. Como já foi dito acima, o Amazonas tem sido a unidade que mais importa na região Norte e o Pará é o maior exportador. As importações da região Norte em 2000 foram dos Estados Unidos, Japão, Coréia do Sul, Venezuela, Malásia, China, somente para citar os mais importantes, que somam 65%, de uma importação de quase 4,3 bilhões de dólares. Estas importações se prendem a componentes eletrônicos, mecânicos, petróleo, trigo e, quase 12 milhões de dólares de leite em pó. Quanto ao valor dos produtos exportados estão voltados para minério de ferro, minérios eletrointensivos, caulim, madeira, pimenta-do-reino, castanha-do-pará, camarões congelados, palmito, óleo de dendê, soja, peixes ornamentais, peixe congelado, pau-rosa, etc. Os maiores compradores da Região Norte foram o Japão, Estados Unidos, Argentina, Holanda, Bélgica, Austrália, França, Alemanha, entre os principais. A conclusão que se depreende dessas relações comerciais da região Norte com os principais países é que esta tem sido completamente desfavorável para a região. Primeiro é que a região Norte se transformou em excelente entreposto para os países desenvolvidos atingirem o mercado interno brasileiro, através das importações de componentes e sua montagem na Zona Franca de Manaus. A postura individualista dos governos estaduais sem analisarem o conjunto da região, tem conduzido a relações de troca desfavoráveis, sem complementaridade entre os países desenvolvidos que importam e exportam para a região, através de medidas compensatórias. Apesar disso, os incrementos às exportações são importantes para a Amazônia, desde que sejam feitas com a valoração apropriada, sem desconsiderar o mercado interno para os produtos que representam o destino principal de sua produção.


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